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O ouvido tem a interessante característica de responder aos estímulos sonoros não de uma forma linear. Se uma fonte sonora dobra a potência emitida o ouvido não percebe que o aumento foi o dobro. A resposta do ouvido é logarítmica. Dentro dos níveis de potência suportados pelo ouvido - não importa de que valor se parta, toda vez que dobrar a potência - o ouvido não percebe como tendo sido aumentado o dobro. Por exemplo, se temos saindo de um altofalante uma potência sonora de 10 Watts e passarmos para 20 Watts, ou se estamos com um alto falante com saida de de 20W e passamos para 40 Watts, ou indo de 40 W para 80 Watts, isto não é percebido como tendo aumentado o dobro, justamente porque o ouvido responde ao logarítmos dessa relação de potências. Como o nosso objetivo aqui é deixar o conceito da não linearidade da resposta do ouvido ao estímulo sonoro, vamos só indicar a fórmula que se usa para calcular o que acabamos afirmar, sem entrar em detalhes de sua dedução.
Donde se conclui: QUANDO SE DOBRA A POTÊNCIA DE UMA FONTE SONORA O AUMENTO É DE 3 DECIBEIS.
A menor potência sonora percebida pelo ouvido humano é feita com um sinal de 1 kilohertz (1.000 ciclos/segundo) à distância de 1 metro, e seu valor é o LIMIAR DA AUDIBILIDADE é ZERO DECIBEIS e seu valor é:
Repare no gráfico acima que o
ouvido não percebe da mesma maneira sons com freqüencias diferentes.
Veja o nível de potência
para a mesma audibilidade (100 Fons) para
1000 Hz e 50 Hz. Para 1000 Hz equivale a 100db e para 50 Hz 110 db. Observe
pelo gráfico que quanto menores os níveis de audibilidade
mais se acentuam as diferenças. Então o ouvido tem sensibilidade
diferente para a gama de freqüencias de áudio. O nível
de energia exigido para que se tenha a mesma sensação de
potência varia ao longo da faixa de freqüencias de áudio.
Para corrigir isso foram criadas várias curvas de compensação.
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